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Adesivo eleitoral pode levar à perda da cobertura de seguro

ResumoA FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais) alerta que adesivos eleitorais em veículos podem configurar aumento de risco para seguradoras, resultando em recusa de indenização em caso de sinistro. A prática de usar o carro em atividades de campanha exige comunicação prévia à seguradora. Sem aviso, a cobertura pode ser cancelada ou negada.

A FenSeg alerta: adesivar o veículo com material de campanha ou usá-lo em atividades eleitorais pode ser visto como aumento de risco pela seguradora, levando à recusa de indenização. Saiba como evitar.

Eloá Pimentel Eloá Pimentel · Repórter de comportamento
· · 3 min de leitura
Adesivo eleitoral pode levar à perda da cobertura de seguro
Foto: Imagem ilustrativa · TNT Web

A FenSeg alerta: adesivar o veículo com material de campanha ou usá-lo em atividades eleitorais pode ser visto como aumento de risco pela seguradora, levando à recusa de indenização. Saiba como evitar.

Adesivo eleitoral pode levar à perda da cobertura de seguro

Motoristas que pretendem adesivar veículos com propaganda eleitoral ou utilizá-los em atividades de campanha nas eleições de 2026 devem informar previamente a seguradora para evitar problemas em caso de sinistro. O alerta é da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

A orientação vale para quem vai colar adesivos, plotagens ou envelopamentos, bem como para quem pretende usar o carro em ações de campanha, como transporte de material ou deslocamento de equipes.

Por que a seguradora pode recusar a indenização?

Segundo a vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da FenSeg, Keila Farias, a adesivação com material eleitoral e o uso do automóvel em atividades de campanha podem ser considerados pelas seguradoras como aumento de risco. Isso se deve à maior exposição a acidentes, vandalismo e circulação em eventos públicos.

Quando o perfil de uso do veículo muda sem que a apólice seja atualizada, a seguradora pode entender que as condições avaliadas no momento da contratação não são mais as mesmas. A FenSeg acrescenta que essa mudança pode resultar em recusa de indenização por roubo, furto ou colisão.

O que muda com o uso do carro na campanha?

As seguradoras argumentam que a utilização do carro para transporte de material de campanha, deslocamento de equipes ou atividades de apoio altera as condições avaliadas quando o contrato foi firmado. Ou seja, um veículo que antes era usado apenas para deslocamento pessoal passa a circular com mais frequência, em horários e locais diferentes, o que eleva o risco percebido.

Essa mudança não é automática. O motorista precisa comunicar a seguradora antes de iniciar qualquer atividade que altere o perfil de uso. A comunicação prévia permite que a seguradora avalie o novo risco e, se necessário, ajuste o contrato ou as condições da cobertura.

Danos a adesivos e vandalismo: o que a apólice cobre?

A FenSeg também destaca que danos a adesivos, plotagens e envelopamentos geralmente não estão cobertos pelos seguros convencionais. Ou seja, mesmo que o veículo esteja segurado, o custo de reparar ou substituir o material de propaganda pode não ser ressarcido.

Além disso, prejuízos decorrentes de tumultos, motins e atos de vandalismo costumam estar entre as exclusões previstas nos contratos. Isso significa que, se o carro for danificado em um protesto ou ato de rua, a cobertura pode não valer.

Como evitar a perda da cobertura?

A orientação da FenSeg é clara: informe a seguradora antes de adesivar o veículo ou usá-lo em atividades de campanha. O processo é simples e pode ser feito por telefone, aplicativo ou corretor, dependendo da seguradora.

Ao comunicar a mudança, o motorista recebe orientações sobre eventuais ajustes na apólice ou confirma se a cobertura atual permanece válida. Essa medida evita surpresas desagradáveis no momento de um sinistro.

Perguntas Frequentes

Preciso avisar a seguradora antes de colocar um adesivo pequeno?

Sim. A FenSeg recomenda informar a seguradora antes de qualquer adesivação, mesmo que pequena, pois a mudança no visual do veículo pode ser considerada alteração de risco.

O seguro cobre danos a adesivos e plotagens?

Geralmente não. A FenSeg destaca que danos a adesivos, plotagens e envelopamentos costumam estar fora da cobertura dos seguros convencionais.

Se eu usar o carro na campanha, perco a cobertura automaticamente?

Não automaticamente. A perda ocorre se a seguradora entender que houve aumento de risco sem comunicação prévia. Informar antes é a forma de evitar a recusa de indenização.

Vandalismo em atos públicos é coberto pelo seguro?

Na maioria dos casos, não. Prejuízos por tumultos, motins e atos de vandalismo estão entre as exclusões comuns nos contratos de seguro auto.

O que fazer se eu já adesivei o carro e não avisei?

Procure a seguradora o quanto antes para regularizar a situação. A comunicação tardia é melhor do que a ausência de comunicação, mas pode haver ajustes no contrato.

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